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Leituras críticas sobre Evaldo Cabral de Mello (review)

Leituras críticas sobre Evaldo Cabral de Mello (review) Luso-Brazilian Review 47:2 O enfoque na experiência justifica o fato de que alguns dos ensaios apresentam muitos elementos biográficos dos autores em questão. Ainda assim, o volume reflete a consciência política e social encontrada nas obras anteriores de Santiago, demonstrando seu compromisso contínuo com uma postura humanitária e continuando a sutil denúncia realizada em suas publicações tanto em ficção como crítica. Além disso, este livro complica os limites entre o público e o privado e o fato de que sentimentos muito pessoais (como o medo) são usados pelo regime para capitalizar em seu poder público ("É proibido proibir"). Nestes ensaios encaramos as faces mais públicas e mais íntimas do escritor. Por exemplo, no público, somos lembrados que o Modernismo oferecia uma proposta aberta para um futuro multi-étnico como solução para a humanidade ("Oswald de Andrade: Elogio da tolerância racial"); no privado, vemos como a obra de Clarice Lispector revela que escrever é enfrentar perigos de auto-reflexão e descobertas de si no outro, mesmo que este não seja humano (171, "Bestiário"). No âmbito cívico, passamos aqui pela história do Brasil e mundial, apesar do questionamento constante do que vem a ser a história e por quem ela é vivida. http://www.deepdyve.com/assets/images/DeepDyve-Logo-lg.png Luso-Brazilian Review University of Wisconsin Press

Leituras críticas sobre Evaldo Cabral de Mello (review)

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Publisher
University of Wisconsin Press
Copyright
Copyright © University of Wisconsin Press
ISSN
1548-9957
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Abstract

Luso-Brazilian Review 47:2 O enfoque na experiência justifica o fato de que alguns dos ensaios apresentam muitos elementos biográficos dos autores em questão. Ainda assim, o volume reflete a consciência política e social encontrada nas obras anteriores de Santiago, demonstrando seu compromisso contínuo com uma postura humanitária e continuando a sutil denúncia realizada em suas publicações tanto em ficção como crítica. Além disso, este livro complica os limites entre o público e o privado e o fato de que sentimentos muito pessoais (como o medo) são usados pelo regime para capitalizar em seu poder público ("É proibido proibir"). Nestes ensaios encaramos as faces mais públicas e mais íntimas do escritor. Por exemplo, no público, somos lembrados que o Modernismo oferecia uma proposta aberta para um futuro multi-étnico como solução para a humanidade ("Oswald de Andrade: Elogio da tolerância racial"); no privado, vemos como a obra de Clarice Lispector revela que escrever é enfrentar perigos de auto-reflexão e descobertas de si no outro, mesmo que este não seja humano (171, "Bestiário"). No âmbito cívico, passamos aqui pela história do Brasil e mundial, apesar do questionamento constante do que vem a ser a história e por quem ela é vivida.

Journal

Luso-Brazilian ReviewUniversity of Wisconsin Press

Published: Jan 30, 2010

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